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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Palestra sobre construção sustentável e Certificação LEED

O GREEN BUILDING COUNCIL BRASIL (GBC) convida a todos para palestra sobre construção sustentável e certificação LEED com o professor engenheiro Marcos Casado, gerente técnico LEED – Green Building, consultor e autor de várias palestras sobre Construção Sustentável em todo o País.

A onda de prédios verdes - "Green Buildings" - chegou definitivamente no País. Conforme dados do Green Building Council Brasil, o número de empreendimentos registrados junto ao USGBC para obterem a certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) cresce exponencialmente e o movimento da construção sustentável já faz parte da agenda mundial.

Hoje, no País, há mais de 230 empreendimentos registrados em vários estados brasileiros buscando a Certificação de Construção Sustentável para seus empreendimentos, com uma previsão de ultrapassar 300 empreendimentos até o final do ano. A meta mundial é que 100 mil construções estejam em processo de Certificação LEED no mundo até o final deste ano.

A inscrição para a palestra deverá ser confirmada através de nosso website ou no escritório do Instituto Brasileiro de Extensão e Cursos (INBEC): rua Joaquim Nabuco, 2906, Dionísio Torres, Fortaleza-CE

SERVIÇO
Palestra sobre construção sustentável e certificação LEED
05 de maio de 2011 (quinta-feira), às 19h
Local: Auditório do INBEC (rua Joaquim Nabuco, 2906, Dionísio Torres, Fortaleza-CE)

PALESTRA GRATUITA AOS PROFISSIONAIS DO
SISTEMA CREA/CONFEA - VAGAS LIMITADAS
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terça-feira, 26 de abril de 2011

Amanhã tem Arquitetura e Urbanismo em Debate!

O Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento do Ceará (IAB-CE) promove amanhã, 27 (quarta-feira), às 19 horas, mais uma edição do Arquitetura e Urbanismo em Debate. Neste mês de abril, o evento aborda o Inventário Ambiental de Fortaleza. O tema será apresentado pelo arquiteto José Sales, que coordenou o projeto.

Realizado durante 18 meses entre 2002 e 2003, o inventário é um levantamento da situação dos recursos hídricos, da orla marítima e de ocupações urbanas que interferem na conservação dos espaços naturais de Fortaleza. O estudo foi contratado pela Prefeitura de Fortaleza à Associação Técnico Científica Paulo de Frontin (Astef), vinculada aos professores do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Ceará.

A proposta do inventário surgiu no âmbito dos trabalhos de revisão da legislação urbanística de Fortaleza, que ficaram conhecidos como projeto LegFor. Para realização do inventário, foi formada uma equipe multidisciplinar composta por arquitetos e urbanistas, geógrafos, engenheiros florestais, biólogos, físicos, sociólogos e outros profissionais. Os levantamentos realizados resultaram em um diagnóstico da situação e em recomendações para programas de preservação e qualificação ambiental.

Segundo Sales, o inventário trouxe subsídios para a formulação do anteprojeto do Código do Meio Ambiente de Fortaleza, que deveria ser levado à discussão na Câmara Municipal. Infelizmente, segundo ele, a matéria foi retirada de pauta por motivos até hoje desconhecidos.

"O estudo do meio ambiente é imprescindível para o desenvolvimento de políticas públicas de preservação dos espaços naturais e muito mais quando estes estão inseridos em grandes concentrações urbanas, como o caso de Fortaleza, uma cidade consolidada sobre uma frágil planície de dunas litorâneas entrecortadas de pequenos cursos d'água e lagoas. (...) Não tem sentido o esquecimento involuntário destes resultados", declara Sales no blog www.inventarioambientalfortaleza.blogspot.com, que é mantido por ele.

SOBRE O EVENTO - Arquitetura e Urbanismo em Debate é uma iniciativa do IAB-CE que pretende apresentar e discutir projetos de grande impacto para a população cearense. A intenção do evento, realizado sempre na última quarta-feira de cada mês, é reunir representantes do Poder Público, profissionais e estudantes de diversas áreas e a sociedade civil em um momento destinado ao amplo debate dos temas e à apresentação de críticas e sugestões.

SERVIÇO
Arquitetura e Urbanismo em Debate: Inventário Ambiental de Fortaleza
Dia 27 de abril de 2011 (quarta-feira), às 19 horas
Auditório do Crea-CE (rua Castro e Silva, 81, segundo andar, Centro)
Estacionamento gratuito na rua Castro e Silva, 26, Centro – a uma quadra do Crea-CE
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quinta-feira, 17 de março de 2011

As áreas verdes de Fortaleza estão protegidas?

Seção publicada na página de Opinião do jornal O Povo de hoje, 17/03

NÃO
Crônica de uma morte anunciada
Mesmo tendo sido alertada alguns meses antes, a Prefeitura de Fortaleza nada fez para impedir, no último Carnaval, o corte das muitas árvores plantadas na quadra entre as avenidas Santos Dumont e Virgílio Távora e as ruas Desembargador Leite Albuquerque e Dias da Rocha.

Prevaleceu a ótica de que, como se tratava de área privada, só restava tomar as providências de praxe de um ultrapassado modelo de gestão urbana. Fustigada pela indignada opinião pública e pressionada pelo Ministério Público, a Prefeitura já anuncia mudanças nas regras de licenciamento de obras do tipo.

Em suma: as áreas verdes de Fortaleza só estarão protegidas quando forem rigorosamente mapeadas e interpretadas, contando ainda com o apoio de legislação específica.

Diversas cidades do Brasil e do mundo dispõem de um inventário ambiental, levantamento completo e permanentemente atualizado de todos elementos naturais e construídos de realce constantes do território municipal (flora, fauna, hidrologia, relevo, patrimônio edificado, etc).

Parte desse acervo de informações, o inventário arbóreo é um levantamento de todas as árvores existentes em áreas públicas e privadas, tomadas segundo suas características (espécie, idade, estado de conservação, relevância paisagística, etc). Com isso, as prefeituras dispõem de todas as condições para monitorar e gerenciar as intervenções pretendidas, determinando padrões para projetos que se pretende realizar.

Em casos especiais, a imperiosa manutenção da cobertura vegetal poderá acarretar no impedimento de toda e qualquer construção. Como imaginar, por exemplo, o Benfica sem suas mangueiras, as Seis Bocas sem a sua vegetação de cerrado, a Beira Mar sem seus coqueiros, nossos boulevards sem seus oitizeiros (alguns, aliás, já perdidos e não repostos)?

Para não alijar o proprietário do mercado imobiliário, pode-se utilizar o instrumento da transferência do direito de construir, previsto no Estatuto da Cidade, base empregada para a revisão do PDP/FOR. Trata-se, portanto, de algo muito parecido com o tombamento de prédios e sítios históricos, o qual faz incidir sobre a propriedade privada uma tutela preservacionista exercida por órgão público, no caso em tela, municipal.

Essas pesquisas têm sido efetuadas pelas universidades, as quais dispõem de cursos (arquitetura e urbanismo, agronomia, biologia), professores, alunos e instalações aptos à sua realização. Uma vez finalizado, o estudo servirá à definição de procedimentos legais voltados à preservação da paisagem urbana. Importante: nossa Constituição Federal tem como um de seus pilares a “função social da propriedade”, conceito que se refere não só às relações humanas como também àquelas estabelecidas entre os homens e seus “companheiros de viagem” no planeta Terra (animais, vegetais, etc). A responsabilidade social é também ambiental.
Romeu Duarte - Arquiteto e professor da UFC
romeudj@ahoo.com.br


EM TERMOS

Quando analisamos a situação dos espaços verdes de Fortaleza temos que considerar dois aspectos. Primeiro, as áreas verdes, na definição legal, são áreas públicas destinadas à interação social, vedando-se qualquer edificação nesses locais. Entendem-se como tais praças, parques e canteiros.

O segundo aspecto a considerar são os terrenos particulares, com vegetação, tratados pela legislação de forma diferenciada. No caso de propriedades particulares, é permitida a edificação, com ou sem a retirada de árvores, parcial ou totalmente. Havendo a necessidade da retirada, a lei estabelece compensações que o empreendimento privado deve fazer, que pode ser o plantio de novas árvores na própria área que receberá edificação ou em local a ser definido pela Prefeitura.

Fortaleza, assim como ocorre no restante do País, passa por um intenso crescimento do setor da construção civil. Isso tem desafiado a sociedade e o poder público a encontrar equilíbrio entre a necessidade humana e a conservação do patrimônio ambiental. O IPTU progressivo, por exemplo, que todos defendem, traz na sua formulação forte pressão para a construção nos imóveis urbanos ainda não edificados.

Tais políticas passam também pela atualização do Código de Obras e Posturas do Município. Fortaleza ainda não conseguiu resolver todos esses problemas, mas deu largos passos na atual gestão. Em 2006, a prefeita Luizianne Lins criou, não sem muita resistência, o Parque Municipal das Dunas de Sabiaguaba e a Área de Proteção Ambiental da Sabiaguaba.

A compreensão de que as necessidades de preservação ambiental não é mais monopólio de nenhum segmento facilitará a construção de uma grande pauta positiva. Ambientalistas, empresários, trabalhadores e poder público não podem mais ser vistos, uns pelos outros, como mocinhos e bandidos. As medidas compensatórias são instrumentos válidos para ajudar neste processo.

A esse propósito, mesmo com liminar da 1ª Vara da Fazenda Pública que impede o pagamento da compensatória ambiental de 0,5% sobre o valor de cada empreendimento, conseguimos importante avanço. Três empresas titulares de várias construções na Capital, entre as quais a responsável pelo projeto de edificação de um centro empresarial na Santos Dumont, abriram mão da liminar. As empresas arcarão com os custos de seis grandes ações ambientais, a saber: criação de um bosque no complexo do Jangurussu (aterro sanitário desativado); melhorias no Parque Rio Branco; recuperação paisagística de todo o entorno da Lagoa do Opaia e da Praça Clóvis Beviláqua; além da execução do Plano Diretor de Arborização de Fortaleza e do Programa de Educação Ambiental para a Construção Civil. A pauta é comum. A necessidade é de todos.
Deodato Ramalho - Secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano de Fortaleza

SIM
Uma reflexão sobre a relação cidade e natureza, dentro da velocidade do crescimento socioeconômico de uma metrópole como Fortaleza, não pode deixar de lado questões mais amplas do planejamento da vida urbana. Percebemos que, apesar dos avanços conquistados na última década, ainda é necessário maior sinergia entre agentes públicos e privados para atender, dentro do que determina o Código de Postura do Município e a legislação municipal, as demandas sociais da população por moradia, infraestrutura, mobilidade, promovendo assim uma ocupação qualificada dos espaços urbanos existentes dentro dessa relação dialética homem-natureza.

No contexto de uma das capitais mais populosas do País, com grande densidade demográfica, falar em áreas verdes em Fortaleza é promover o aumento da oferta de parques, praças, jardins públicos e executar ações de arborização de avenidas e rodovias, o que vem sendo feito dentro de uma política ambiental traçada pelo município. Essas medidas são essenciais para o bem-estar da população, pois têm a finalidade de melhorar a qualidade de vida com recreação e paisagismo, agindo, simultaneamente, sobre o lado físico e mental do homem, absorvendo ruídos, atenuando o calor do sol, melhorando a qualidade do ar, contribuindo para a formação e para o aprimoramento do olhar estético.

Ao procurar aumentar a oferta desses espaços, o poder público também procura incentivar o exercício da cidadania nessas áreas, centros de acontecimentos políticos, festividades religiosas, atos cívicos e sociais. Mas sabemos, no entanto, que esse é um grande desafio em uma metrópole onde a população cresce e ocupa os espaços urbanos, exigindo um planejamento complexo de serviços como saneamento.

O mercado imobiliário cearense atende a uma demanda reprimida por moradia. Em 2010 alcançou crescimento em torno de 8%, com perspectivas de aumento em 2011, gerado pela maior oferta de emprego formal e de crédito mobiliário, pelo crescimento gradual do poder aquisitivo das classes B, C e D e pelo lançamento de importantes projetos de moradia para baixa renda.

Ao atender essa demanda do cidadão, a construção civil tem também procurado valorizar as áreas de lazer e os espaços verdes nos empreendimentos imobiliários. Os esforços nesse sentido são notórios e o investimento em projetos paisagísticos tem agregado importante valor às edificações, além de contribuir para a preservação e melhoria do meio ambiente.

Tendo o mercado imobiliário ampliado a oferta de áreas verdes em seus empreendimentos e o poder público adotado medidas compensatórias, como o plantio de árvores ou o investimento em áreas de lazer para a comunidade, acreditamos que uma maior sinergia dessas ações possa oferecer soluções para a demanda da cidade por áreas públicas com espaços verdes urbanos.
Ricardo Nóbrega Teixeira - Engenheiro e vice-pres. Admin. do Sinduscon-CE
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Licenciamento ambiental: previsto debate acirrado na Assembleia

Matéria publicada no jornal O Estado em 18 de janeiro de 2011

Diante da polêmica gerada pela mensagem 7230/11, do Governo do Estado, a comissão de Meio Ambiente e Defesa do Semiárido, da Assembleia Legislativa, convocou reunião amanhã para debater o assunto. A dispensa de licença ambiental para determinadas obras estatais proposta pelo governo Cid Gomes (PSB) será o centro do debate. Isso porque a matéria contraria a resolução 237, de 1997, do Conselho Nacional de Meio Ambiente, que torna obrigatório o licenciamento para projetos dessa natureza.

O Governo do Estado enviou à Assembleia Legislativa, na última quinta-feira, a matéria que, visivelmente, dispensa o licenciamento ambiental para obras com caráter de urgência. Cid, por sua vez, ressalta a existência de vários projetos que exigem urgência para serem executados. Porém, os entraves burocráticos trazem lentidão para as obras. Entretanto, o governador afirma que não está “convencido” sobre o projeto que ele mesmo assinou. O procurador do Estado, Fernando Oliveira, admitiu a responsabilidade pelo projeto do Governo.

O deputado Cirilo Pimenta (PSDB), que preside a Comissão, além de convocar todos os membros titulares e suplentes da comissão, convidou também representantes da Semace (Secretaria de Meio Ambiente do Ceará), Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Procuradoria Geral do Estado e Procuradoria Geral do Município e entidades ambientalistas para discutir o assunto.

O tucano adverte que a reunião será, eminentemente, técnica, e não política. Também está previsto que diversas entidades ligadas à defesa do meio ambiente participem do encontro, na tentativa de apresentar aos deputados motivos pelos quais a mensagem deve ser desaprovada pelos parlamentares.

Partido Verde do Ceará repudia o projeto de lei

O Partido Verde (PV) do Ceará, que compõe a base de partidos que apóiam o governo Cid Gomes, divulgou nota repudiando o projeto de lei que dispensa o licenciamento ambiental em “situações de interesse social”, conforme o texto da matéria. Para o PV, a medida “fere profundamente o meio ambiente e coloca em risco a vida, a cultura e o bem-estar social de milhares de cearenses”.

A nota diz ainda que “sem os necessários licenciamentos, projetos englobados na matéria abrem espaço para alterar a dinâmica das águas, dos solos e das populações, além de propiciar a manutenção e aprofundamento dos níveis mundialmente condenáveis de envenenamento de alimentos, da fauna, da flora e de pessoas”.

A nota finaliza reiterando que “o Partido Verde defende que o equilíbrio ambiental é questão fundamental para a qualidade de vida das pessoas. Problemas na fiscalização e a falta de celeridade nas licenças ambientais, alegados pelo Governo, não justificam a proposta em questão. O PV propõe que estas questões sejam sanadas com o reforço das estruturas e a adequação dos quadros funcionais em todos os setores ambientais do Ceará”.
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terça-feira, 1 de junho de 2010

Semana do Meio Ambiente do Crea-CE segue até dia 8 de junho

Teve início ontem, 31 de março, a Semana do Meio Ambiente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-CE). A programação inclui palestras sobre diversos temas referentes à preservação do meio ambiente.

Hoje, 01, e amanhã, 02, a sede do Crea-CE (rua Castro e Silva, 81, Centro) dá espaço a discussões sobre construção sustentável, agrotóxicos e agricultura orgânica, dentre outros. Nos demais dias, os eventos serão realizados em diferentes municípios do Estado.

Além das palestras, o Crea-CE realiza também, em conjunto com o Instituto de Ciências do Mar (Labomar), a exposição fotográfica PHOTO IN PET - A relação do homem com a água. A mostra é realizada na sede do Labomar (avenida Abolição, 3207, Praia de Iracema)

Confira a programação completa no site do Crea-CE. Para mais informações, ligue (85) 3453 5800 e 3453 5840
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sábado, 30 de janeiro de 2010

Coema aprova parecer técnico para aeroporto de Jericoacoara

Com 19 dos seus 32 conselheiros presentes, o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) aprovou, durante reunião realizada na última quinta, 28, estudo de impacto ambiental para a construção do Aeroporto do Pólo Turístico de Jericoacoara. Foram 18 votos a favor e uma abstenção. O Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Ceará (IAB-CE) votou a favor do projeto. A entidade esteve representada pelo presidente Odilo Almeida, conselheiro titular do conselho.


Apesar de aprovado, o estudo foi alvo de alguns condicionantes. O principal deles é que o documento seja submetido ao crivo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão que gerencia a Área de Proteção Ambiental (APA) e o Parque Nacional (Parna) de Jericoacoara. Segundo Odilo, se o ICMBio propuser alguma alteração, o estudo terá de passar novamente pela aprovação do Coema.


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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Prefeita cria Arie no Cocó

Depois de muita luta dos movimentos ambientalistas e discussão em torno do tema, o Ceará ganhou, nessa quarta-feira, a primeira Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie). Os 15 hectares que ficam entre os limites da Avenida Padre Antônio Tomás, a Avenida Sebastião de Abreu, a Cidade 2000 e o rio Cocó tornaram-se uma Unidades de Conservação de Uso Sustentável do tipo Arie. O projeto de lei nº 0060/09, de autoria do vereador João Alfredo (Psol), foi sancionado ontem pela prefeita Luizianne Lins.

Com a criação da Arie "Dunas do Cocó", nenhum empreendimento poderá ser erguido no terreno. De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), Deodato Ramalho, essa foi uma grande conquista para a cidade, porque a lei é um forte instrumento de fiscalização ambiental. "Preservar as dunas, assim como a orla marítima, são atitudes que mostram o interesse de uma grande coletividade", explicou.

Também na tarde de ontem, o desembargador Antônio Abelardo Benevides Moraes negou, julgando extinto sem resolução do mérito, o mandado de segurança com pedido de liminar impetrado pelo vereador Carlos Mesquita (PMDB), que foi contra o projeto de lei.

O vereador João Alfredo ressaltou a importância da utilização da Arie pela comunidade, já que o local pode ser considerado patrimônio ambiental. "Pesquisas da Universidade Federal do Ceará (UFC) comprovaram que as dunas ali instaladas, hoje cobertas de vegetação, foram formadas há quase dois mil anos, tendo, portanto, valores geológico, ambiental e histórico". Alfredo sugeriu que o manejo da Arie aconteça com a atuação de um conselho composto por proprietários do terreno, comunidade e poder público.

Fonte: Caderno Cidade, do jornal Diário do Nordeste
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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Inventário Ambiental



Vale a pena conferir!







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terça-feira, 2 de junho de 2009

Semana de Meio Ambiente


Uma boa oportunidade para discutir o planejamento ambiental de Fortaleza.
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